(Segundo) Querido Diário da Inteligência e Artificialização Humana

Foi lindo como a chuva em dia de verão. Como as nuvens pretas ao céu azul. O asfalto novo, preto e reluzente que dá medo de pisar e estragar. Os prédios altos de vidros refletindo o céu claro e nebuloso. O dia como se não existisse céu. Nem mar. Nem nada. Tudo cinza que minha cabeça girava como uma praga viva, deitava na grama verde, a única cor do dia. Beijo não tinha mais, mas o mais das árvores ainda existiam com corações em marrom claro. E o jogo de cores. Ah, cinzas, verdes e marrom. Estava belo, estava doce como as nuvens refletidas. Foi só mais um dia, dentro de um ônibus, com milhares de gente no sacode dos buracos do asfalto novo. E mais cores apareciam ao redor do dia.

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